Glossário Técnico

Termos FTTH e HFC

Definições claras dos termos mais utilizados em redes de telecomunicações.

178 termos encontrados

1

10G-EPON

FTTH

Evolução do EPON com 10 Gbps downstream e 1 ou 10 Gbps upstream (IEEE 802.3av). Standard IEEE alternativo ao XGS-PON.

A

Amplificador

HFC

Dispositivo ativo na rede coaxial HFC que amplifica o sinal RF para compensar as perdas do cabo. Inclui amplificadores de trunk e de distribuição.

ANACOM

Ambos

Autoridade Nacional de Comunicações — Entidade reguladora das telecomunicações em Portugal. Regula acesso a condutas, postes e espectro.

ARRIS CER

HFC

Converged Edge Router — Router de convergência ARRIS/CommScope para redes de cabo, combinando funções de CMTS e routing.

ARRIS E6000

HFC

CCAP da CommScope/ARRIS para redes HFC, suportando DOCSIS 3.0/3.1. Plataforma de referência em muitos operadores de cabo.

B

Backbone

Ambos

Rede tronco de alta capacidade que interliga centrais e pontos de presença do operador, tipicamente usando DWDM sobre fibra.

BER

Ambos

Bit Error Rate — Taxa de erros de bits, expressão da qualidade da transmissão. Valores típicos aceitáveis: 10⁻⁹ a 10⁻¹².

C

Calix E7/E9

FTTH

Plataformas OLT da Calix para redes GPON e XGS-PON, com gestão cloud integrada. Comum em operadores norte-americanos.

Casa Systems

HFC

Fabricante de CCAP virtual (vCCAP/vCMTS) para redes HFC, com soluções cloud-native de DOCSIS 3.0/3.1/4.0.

CCAP

HFC

Converged Cable Access Platform — Plataforma que integra CMTS e EdgeQAM num único chassis, suportando dados e vídeo. Ex: ARRIS E6000, Cisco cBR-8.

CDO

FTTH

Caixa de Distribuição Óptica — Similar à CTO, utilizada como ponto de distribuição intermédio na rede FTTH.

CEMU

FTTH

Central de Equipamentos Multi-Utilizador — Bastidor técnico partilhado em edifícios de apartamentos em Portugal, onde convergem as fibras dos operadores.

Channel Bonding

HFC

Técnica DOCSIS 3.0+ de agregar múltiplos canais RF para aumentar throughput. DOCSIS 3.0: até 32 canais DS × 8 MHz = ~1.2 Gbps teóricos. Mais canais bonded = mais velocidade disponível para o modem.

CIDR

Ambos

Classless Inter-Domain Routing — Sistema de endereçamento IP que substitui classes (A/B/C). Notação: IP/prefixo (ex: 192.168.1.0/24 = 256 endereços, 254 utilizáveis). Essencial para configuração de redes e subnetting.

Cisco cBR-8

HFC

Converged Broadband Router — CCAP da Cisco para redes HFC, suportando DOCSIS 3.0/3.1 com capacidade para milhares de cable modems.

Clivagem

FTTH

Corte controlado e preciso da fibra ótica para obter uma face perpendicular ao eixo (ângulo < 1°). Essencial antes da fusão.

CMTS

HFC

Cable Modem Termination System — Equipamento central da rede HFC que gere a comunicação com os cable modems dos clientes via protocolo DOCSIS.

Conector LC

FTTH

Conector ótico de fator de forma pequeno (Lucent Connector), usado em SFPs de OLTs e switches. Metade do tamanho do SC.

Conector SC/APC

FTTH

Conector ótico tipo SC com polimento angulado (APC - Angled Physical Contact) a 8°, reduzindo reflexões. Cor verde, standard em redes PON.

Conector SC/UPC

FTTH

Conector ótico tipo SC com polimento ultra (UPC - Ultra Physical Contact), menor reflexão que o PC. Cor azul.

Conector Tipo F

HFC

Conector coaxial com rosca metálica de 75Ω — padrão universal em redes HFC e instalações de TV cabo em Portugal. Torque recomendado: 30-40 in-lbs. Perda típica ≤0.5 dB.

CPD

HFC

Common Path Distortion — Distorção gerada por oxidação ou corrosão em conectores coaxiais, criando sinais espúrios que interferem com dados e vídeo.

CPE

Ambos

Customer Premises Equipment — Qualquer equipamento instalado nas instalações do cliente: ONT, router, cable modem, set-top box.

CTO

FTTH

Caixa Terminal Ótica — Ponto de acesso na rede de distribuição FTTH onde os cabos drop dos clientes são conectados à rede.

CWDM

FTTH

Coarse WDM — Multiplexação por divisão de comprimento de onda com espaçamento de 20nm entre canais. Mais económico que DWDM, usado em redes metro.

D

DAA

HFC

Distributed Access Architecture — Arquitetura que move funções do CMTS (modulação/desmodulação) para o nó ótico, reduzindo latência e melhorando desempenho.

dB

Ambos

Decibel — Unidade logarítmica para expressar rácios de potência ou amplitude. +3 dB = potência duplicada, -3 dB = metade da potência, +10 dB = 10× potência.

DBA

FTTH

Dynamic Bandwidth Allocation — Mecanismo que atribui dinamicamente largura de banda upstream a cada ONT conforme a necessidade, otimizando o uso da capacidade PON.

dBm

Ambos

Decibéis relativos a 1 miliwatt — Unidade de medida de potência absoluta em sistemas óticos. 0 dBm = 1 mW.

dBmV

HFC

Decibéis relativos a 1 milivolt — Unidade de medida de nível de sinal RF usada em DOCSIS. 0 dBmV = 1 mV. Relação: dBmV = dBμV - 60.

dBμV

HFC

Decibéis relativos a 1 microvolt — Unidade de medida de nível de sinal RF em redes HFC. 0 dBμV = 1 μV.

Dead Zone

FTTH

Zona após um evento reflexivo forte no OTDR onde o detetor está saturado e não consegue identificar eventos. Reduzir largura de pulso melhora a resolução.

DGi (Dying Gasp)

FTTH

Notificação enviada pela ONT ao OLT quando deteta que vai perder alimentação elétrica. Normal durante cortes de energia. Se persistente sem corte de energia, verificar fonte de alimentação da ONT.

DHCP

Ambos

Dynamic Host Configuration Protocol — Protocolo que atribui automaticamente endereços IP aos dispositivos. Essencial para provisionamento de cable modems e ONTs.

DHCP

Ambos

Dynamic Host Configuration Protocol (RFC 2131) — Atribui IPs automaticamente. Processo DORA: Discover→Offer→Request→Acknowledge. Em HFC, o CMTS atua como relay agent. Problemas de DHCP são causa comum de sem internet.

DIGI (Nacomm)

FTTH

Operador de telecomunicações entrante em Portugal (2023+). Constrói rede FTTH própria com OLTs Huawei MA5800-X2 e ONTs EchoLife HG8145X6 (WiFi 6). Cobertura em expansão a partir das grandes cidades.

Directional Coupler

HFC

Divisor direcional passivo na rede HFC que separa o sinal do trunk para o feeder com relação de divisão assimétrica (ex: 8/12 dB).

DOCSIS

HFC

Data Over Cable Service Interface Specification — Norma internacional que define a transmissão de dados sobre redes de cabo coaxial (HFC).

DOWi

FTTH

Drift of Window indication — ONT fora da janela de equalização temporal da OLT. Causas: variação de distância, fibra degradada ou problema no módulo SFP da OLT.

Drop Cable

Ambos

Cabo que liga o tap (HFC) ou caixa terminal (FTTH) às instalações do cliente. Pode ser coaxial (HFC) ou fibra ótica (FTTH).

DWDM

FTTH

Dense WDM — Multiplexação densa com espaçamento de 0.8nm (100 GHz) entre canais, permitindo 40-96+ canais numa fibra. Usado em redes core e longas distâncias.

DYINGGASPi

FTTH

Alarme enviado pela ONT ao OLT quando deteta corte de alimentação elétrica. Confirma que o problema é de energia, não de fibra.

E

EPON

FTTH

Ethernet PON — Tecnologia PON baseada em Ethernet (IEEE 802.3ah) com 1.25 Gbps simétrico. Mais comum na Ásia.

ESD

HFC

Extended Spectrum DOCSIS — Modo do DOCSIS 4.0 que estende o espectro até 1.8 GHz para aumentar a capacidade sem Full Duplex.

ESD (Extended Spectrum DOCSIS)

HFC

Tecnologia DOCSIS 4.0 que estende o espectro utilizável até 1.8 GHz (vs 1.2 GHz do D3.1). Permite velocidades superiores sem necessidade de FDX, usando o espectro adicional para downstream.

Evento Fantasma

FTTH

Ghost Event — Reflexão secundária que aparece no OTDR a uma distância dupla de um evento real de alta reflexão. Deve ser ignorado no diagnóstico.

F

FDH

FTTH

Fiber Distribution Hub — Armário de distribuição de fibra que aloja splitters e painéis de patch, tipicamente instalado na rua ou em edifícios.

FDX (Full Duplex DOCSIS)

HFC

Tecnologia DOCSIS 4.0 que permite transmissão simultânea bidirecional no mesmo espectro usando cancelamento de eco. Permite velocidades simétricas de 10 Gbps sobre coaxial existente.

FEC

Ambos

Forward Error Correction — Código de correção de erros que adiciona redundância aos dados transmitidos, permitindo ao recetor corrigir erros sem retransmissão. LDPC usado em DOCSIS 3.1.

Feeder Cable

HFC

Cabo de distribuição secundária na rede HFC que alimenta os taps, derivando do cabo trunk através de divisores direcionais.

Flap

HFC

Registo de instabilidade de um cable modem no CMTS — cada vez que o modem perde e recupera sincronização conta como um flap. Frequente = problema.

Forward Path

HFC

Caminho de downstream na rede HFC, do headend para o cliente, tipicamente na faixa de 54-1002 MHz (DOCSIS 3.0) ou 54-1218 MHz (DOCSIS 3.1).

FTTR

Ambos

Fiber to the Room — Extensão da fibra óptica até ao interior da casa do cliente, usando micro-cabos e ONTs de parede em cada divisão.

Full Duplex DOCSIS

HFC

Tecnologia do DOCSIS 4.0 que permite transmissão simultânea downstream e upstream na mesma faixa de frequências, usando cancelamento de eco.

Fusão

FTTH

Processo de junção permanente de duas fibras óticas por fusão a arco elétrico, com perdas típicas de 0.02-0.05 dB.

G

G.652D

FTTH

Norma ITU-T para fibra monomodo standard com atenuação ≤0.35 dB/km a 1310nm e ≤0.22 dB/km a 1550nm. A mais utilizada em redes tronco.

G.657A

FTTH

Norma ITU-T para fibra monomodo insensível a curvaturas, compatível com G.652D. Variantes A1 (10mm) e A2 (7.5mm) de raio mínimo.

G.657B

FTTH

Fibra bend-insensitive com raio mínimo de curvatura de 5mm (B3). Ideal para instalações indoor com percursos apertados.

Gainer

FTTH

Ganho aparente num traço OTDR causado por diferença de diâmetro de campo modal entre fibras fundidas. Não é ganho real — é um artefacto de medição.

GEM

FTTH

GPON Encapsulation Method — Método de encapsulamento de dados no GPON que suporta Ethernet, TDM e outros serviços em T-CONTs.

GEM (GPON Encapsulation Method)

FTTH

Método de encapsulamento usado em GPON para transportar pacotes Ethernet, TDM e gestão no mesmo bearer. Cada serviço (dados, VoIP, IPTV) usa um GEM Port ID diferente.

GPON

FTTH

Gigabit Passive Optical Network — Tecnologia PON com downstream de 2.488 Gbps e upstream de 1.244 Gbps, definida pela norma ITU-T G.984.

H

Headend

HFC

Central de distribuição da rede HFC onde se encontram os CMTS, recetores de satélite, codificadores e equipamentos de gestão.

HFC

HFC

Hybrid Fiber-Coaxial — Arquitetura de rede que combina fibra ótica (do headend ao nó) com cabo coaxial (do nó ao cliente).

Huawei EchoLife

FTTH

Família de ONTs residenciais Huawei (HG8245, HG8247, HG8546M, etc.). As mais comuns em redes MEO em Portugal.

Huawei MA5600T

FTTH

OLT multi-serviço da Huawei, suporta GPON/XGS-PON com até 128 portas PON. Amplamente usado pela MEO em Portugal. CLI baseada em VRP.

Huawei MA5800

FTTH

OLT de nova geração Huawei com arquitetura distribuída, suportando GPON, XG-PON e XGS-PON. Maior capacidade que o MA5600T.

I

IEC (Belling-Lee)

HFC

Conector coaxial push-on para TV doméstica — usado em tomadas de parede de TV em Portugal. Versões macho e fêmea. Perda típica ≤1.0 dB. Encontrado nas tomadas de parede residenciais.

IGMP

Ambos

Internet Group Management Protocol — Protocolo para gestão de grupos multicast. Versão 3 (RFC 3376) usada em IPTV sobre GPON. IGMP snooping nos switches/OLTs é crítico para evitar flood de tráfego multicast.

Ingress

HFC

Ruído externo que entra na rede coaxial HFC através de conectores soltos, blindagem danificada ou componentes defeituosos. Afeta principalmente o upstream.

IPTV

Ambos

Television over IP — Serviço de televisão entregue via protocolo IP sobre a rede do operador, com QoS garantido. Diferente de OTT.

ISO 45001

Ambos

Gestão de saúde e segurança ocupacional — Norma para sistemas de gestão de segurança no trabalho, aplicável a técnicos de telecomunicações (trabalho em altura, espaços confinados, manuseio de fibra).

ISO 9001

Ambos

Gestão da qualidade — Norma para sistemas de gestão da qualidade, amplamente usada por operadores e fornecedores de telecomunicações para garantir processos consistentes de instalação e manutenção.

ISO/IEC 11801

Ambos

Cablagem genérica para instalações de clientes — Define requisitos para cablagem estruturada (cobre e fibra ótica) em edifícios comerciais, incluindo categorias de cabo, topologias e distâncias máximas.

ISO/IEC 11801-1

Ambos

Cablagem genérica — Parte 1: Requisitos gerais — Versão atualizada que define a framework para cablagem estruturada, incluindo suporte para 25G e 40G sobre fibra e Classes D, E, EA, F e FA em cobre.

ISO/IEC 14763-2

Ambos

Planeamento e instalação de cablagem — Define procedimentos de instalação de cablagem estruturada, incluindo regras de curvatura, separação de cabos de potência e documentação.

ISO/IEC 14763-3

FTTH

Teste de cablagem de fibra ótica — Especifica procedimentos de teste para cablagem de fibra ótica instalada, incluindo perda de inserção, OTDR e comprimento.

ISO/IEC 17025

Ambos

Requisitos para laboratórios de ensaio e calibração — Norma que garante competência técnica de laboratórios que calibram instrumentos de medição (OTDR, power meters, analisadores de espectro).

ISO/IEC 24764

Ambos

Cablagem genérica para centros de dados — Define requisitos de cablagem estruturada para data centres, cobrindo fibra e cobre, redundância e gestão de cabos.

ISO/IEC 27001

Ambos

Gestão de segurança da informação — Norma internacional para sistemas de gestão de segurança da informação (SGSI), aplicável a operadores de telecomunicações para proteção de dados e infraestruturas de rede.

ISO/IEC 60793

FTTH

Fibras óticas — Série de normas que especifica requisitos geométricos, mecânicos e de transmissão para fibras monomodo e multimodo (dimensões, atenuação, dispersão).

ISO/IEC 60794

FTTH

Cabos de fibra ótica — Define requisitos de construção, desempenho mecânico e ambiental para cabos de fibra ótica (aéreos, subterrâneos, indoor e ADSS).

ISO/IEC 60825-1

Ambos

Segurança de produtos laser — Classifica lasers (Classe 1 a 4) e define requisitos de segurança. Aplicável a SFPs, OLTs e equipamentos óticos usados em redes FTTH e HFC.

ISO/IEC 61280

FTTH

Procedimentos de teste para subsistemas de comunicação por fibra ótica — Série de normas para medição de parâmetros óticos como potência, atenuação e largura de banda em sistemas de fibra.

ISO/IEC 61300

FTTH

Dispositivos de interconexão e componentes passivos de fibra ótica — Define procedimentos de teste (mecânicos, ambientais e óticos) para conectores, splitters e adaptadores de fibra.

ISO/IEC 61746

FTTH

Calibração de OTDR — Estabelece métodos de calibração para Optical Time Domain Reflectometers, garantindo precisão nas medições de atenuação e distância.

ISO/IEC 61753

FTTH

Desempenho de componentes passivos de fibra ótica — Define classes de desempenho ambiental (categorias A a E) para componentes passivos como splitters, WDMs e atenuadores.

ISO/IEC 61755

FTTH

Interfaces óticas de conectores de fibra — Define parâmetros geométricos e de desempenho para interfaces de conectores óticos (APC, UPC, PC) garantindo interoperabilidade.

ISO/IEC 61756

FTTH

Protetores de emenda de fibra ótica — Especifica requisitos e métodos de teste para protetores de fusão (splice protectors) usados em juntas e caixas de emenda.

ISO/IEC 62127

FTTH

Medição de potência ótica total — Define métodos de referência para medição de potência ótica em fibras, fundamental para caracterização de links e certificação de instalações.

ISO/IEC 62439

Ambos

Redes de comunicação industrial de alta disponibilidade — Define protocolos de redundância para redes industriais, incluindo PRP e HSR, aplicáveis a infraestruturas de telecomunicações críticas.

ITED/ITUR

Ambos

Infraestruturas de Telecomunicações em Edifícios / Urbanizações e Loteamentos — Regulamentação ANACOM obrigatória para cablagem e tubagem de telecomunicações em construções novas em Portugal.

J

JFO

FTTH

Junta de Fibra Ótica — Caixa de emenda onde as fibras são fundidas ou conectadas, tipicamente em pontos de distribuição ou mudança de rota.

L

Last Mile

Ambos

Último troço da rede entre a infraestrutura do operador e o cliente final. Pode ser fibra (FTTH), coaxial (HFC), cobre (xDSL) ou rádio.

LC

FTTH

Lucent Connector — Conector de fibra de tamanho reduzido (metade do SC). Versões APC (verde) e UPC (azul). Perda típica ≤0.15 dB. Standard para módulos SFP em OLTs e switches.

LDPC

HFC

Low-Density Parity-Check — Código de correção de erros avançado usado no DOCSIS 3.1, mais eficiente que Reed-Solomon (DOCSIS 3.0).

LDPC FEC

Ambos

Low-Density Parity-Check Forward Error Correction — Código corretor de erros avançado usado em DOCSIS 3.1/4.0 e XGS-PON. Melhora efetivamente o BER em 2-3 dB de ganho de codificação vs RS-FEC.

LOFi

FTTH

Loss of Frame indication — Alarme indicando que o sinal está presente mas demasiado degradado para decodificar. Causa: sinal fraco, fibra danificada.

LOFi

FTTH

Loss of Frame indication — Alarme major de OLT indicando que o sinal está presente mas degradado, com erros de trama. Geralmente causado por conectores sujos, potência ótica marginal ou splitter degradado.

LOSi

FTTH

Loss of Signal indication — Alarme no OLT indicando perda total de sinal ótico de uma ONT. Causa: fibra cortada, conector desligado, ONT desligada.

LOSi

FTTH

Loss of Signal indication — Alarme crítico de OLT indicando perda total de sinal ótico de uma ONT. Causas: fibra cortada, conector desligado, ONT desligada. Requer verificação da rota de fibra com VFL e OTDR.

M

Macrobend

FTTH

Curvatura excessiva na fibra que causa perda de sinal. Detetável com OTDR a 1550nm (mais sensível que 1310nm). Raio mínimo depende do tipo de fibra.

MER

HFC

Modulation Error Ratio — Métrica de qualidade do sinal modulado em dB, semelhante ao SNR mas medida após o equalizador. Essencial para DOCSIS 3.1.

MER (Modulation Error Ratio)

HFC

Rácio de erro de modulação — Métrica de qualidade de sinal OFDM/OFDMA em DOCSIS 3.1. Medido em dB, valores recomendados: >37 dB para 4096-QAM. Semelhante ao EVM (Error Vector Magnitude).

Microbend

FTTH

Deformações microscópicas na fibra causadas por pressão mecânica (esmagamento, grampos apertados). Causam perdas de sinal distribuídas.

MPO/MTP

FTTH

Multi-fiber Push-On / Mechanical Transfer Push-On — Conector multi-fibra para 8, 12 ou 24 fibras num único conector. Usado em datacenters e ribbon fiber para alta densidade de conexões.

MTTR

Ambos

Mean Time To Repair — Tempo médio de reparação de uma avaria. KPI crítico para equipas de manutenção de rede.

N

NET.mede

Ambos

Ferramenta oficial da ANACOM para medição da velocidade e qualidade de serviço de internet em Portugal. É a referência legal para verificação de velocidades contratadas pelos operadores.

NG-PON2

FTTH

Next-Generation PON 2 — Evolução que utiliza TWDM-PON com 4-8 pares de comprimentos de onda, atingindo até 40/10 Gbps agregados (ITU-T G.989).

NG-PON2

FTTH

Next-Generation PON 2 (ITU-T G.989) — PON multi-λ TWDM com 4×10G canais = 40G total. Permite coexistência com GPON/XGS-PON na mesma fibra. Futuro das redes PON de alta capacidade.

NMS

Ambos

Network Management System — Sistema de gestão de rede para configuração, monitorização e alarmes de equipamentos de rede (OLTs, CMTS, nós ópticos).

Nó Ótico

HFC

Equipamento que converte sinais óticos em sinais elétricos RF (e vice-versa) na transição entre a rede de fibra e a rede coaxial.

Nokia ISAM 7360

FTTH

OLT da Nokia (ex-Alcatel-Lucent) para redes FTTH. Suporta GPON e XGS-PON. Usado pela Vodafone e NOS em Portugal.

O

ODF

FTTH

Optical Distribution Frame — Bastidor de distribuição ótica usado em centrais e pontos de distribuição para gerir e organizar as conexões de fibra.

ODN

FTTH

Optical Distribution Network — Rede de distribuição ótica passiva entre o OLT e as ONUs, composta por fibra, splitters e conectores.

OFDM

HFC

Orthogonal Frequency Division Multiplexing — Técnica de modulação multiportadora usada no DOCSIS 3.1 downstream para maior eficiência espectral.

OFDM/OFDMA

HFC

Orthogonal Frequency Division Multiplexing / Multiple Access — Técnica de modulação multi-portadora usada em DOCSIS 3.1/4.0. Divide o espectro em subportadoras ortogonais de 25/50 kHz, permitindo modulação adaptável até 4096-QAM.

OFDMA

HFC

Orthogonal Frequency Division Multiple Access — Variante do OFDM para múltiplo acesso usada no upstream DOCSIS 3.1, permitindo que vários modems transmitam simultaneamente.

OLT

FTTH

Optical Line Terminal — Equipamento central da rede PON que agrega o tráfego de múltiplas ONUs/ONTs e faz a interface com a rede core.

OMCI

FTTH

ONU Management and Control Interface — Protocolo de gestão entre o OLT e a ONT em redes GPON, definido pela ITU-T G.988. Permite configuração remota de serviços, VLANs e QoS.

OMCI

FTTH

ONU Management and Control Interface (ITU-T G.988) — Protocolo de gestão entre OLT e ONT em redes GPON. Define configuração remota de serviços, VLANs, multicast, QoS e alarmes. Problemas de OMCI impedem o provisionamento de serviços.

ONT

FTTH

Optical Network Terminal — Variação da ONU instalada nas instalações do cliente, tipicamente em redes FTTH residenciais.

ONU

FTTH

Optical Network Unit — Equipamento terminal do cliente na rede PON, converte o sinal ótico em elétrico para fornecer serviços de dados, voz e vídeo.

ORAC

Ambos

Oferta de Referência de Acesso a Condutas — Regulamento ANACOM que define as condições de acesso às infraestruturas subterrâneas e aéreas detidas pela MEO/Altice por outros operadores.

ORL

FTTH

Optical Return Loss — Rácio entre a potência incidente e a potência refletida de volta. Valores típicos: >32 dB para APC, >50 dB é excelente.

OSS/BSS

Ambos

Operations/Business Support Systems — Sistemas de suporte a operações (provisioning, monitorização, fault management) e negócio (billing, CRM).

OTDR

FTTH

Optical Time Domain Reflectometer — Instrumento de teste que envia pulsos óticos e analisa as reflexões para medir atenuação, comprimento e localizar falhas na fibra.

OTT

Ambos

Over-The-Top — Serviços de conteúdo (vídeo, voz) entregues pela internet sobre a rede do operador, sem gestão direta do operador (ex: Netflix, YouTube).

P

P3 500 / P3 750

HFC

Cabo coaxial semi-rígido de média/grande secção para rede de distribuição HFC. P3 500: Ø12.7mm, ~4.3 dB/100m a 550 MHz. P3 750: Ø19mm, ~3.1 dB/100m. Comum em redes NOS e Vodafone.

Patch Cord

FTTH

Cordão de fibra com conectores em ambas as extremidades, usado para ligações curtas entre equipamentos ou painéis de distribuição.

Pigtail

FTTH

Fibra curta com conector numa extremidade e fibra nua na outra, usada para fusão em caixas de emenda e ODFs.

PLOAM

FTTH

Physical Layer OAM — Mensagens de gestão da camada física em redes PON para registo de ONTs, atribuição de timeslots e controlo de potência.

PNM

HFC

Proactive Network Maintenance — Conjunto de práticas e ferramentas para monitorização e manutenção proativa de redes HFC, baseado em dados DOCSIS.

PNM (Proactive Network Maintenance)

HFC

Framework DOCSIS/SCTE para manutenção proativa de redes HFC. Usa dados de full band capture, pre-equalization e upstream spectrum analysis para detetar problemas antes de afetarem o serviço.

PON

FTTH

Passive Optical Network — Arquitetura de rede ótica que utiliza apenas componentes passivos (fibra e splitters) entre o OLT e as ONUs.

PoP

Ambos

Point of Presence — Local físico onde o operador tem equipamentos de rede (OLTs, switches, routers) e se interliga com outros segmentos da rede.

Power Budget

FTTH

Orçamento de potência ótica — Diferença entre a potência de transmissão do OLT e a sensibilidade mínima do recetor da ONU, determinando a perda máxima admissível no link.

Power Meter

FTTH

Medidor de potência ótica — Instrumento que mede a potência do sinal ótico em dBm. Essencial para verificar níveis de sinal em instalações e manutenção.

Pré-Equalização

HFC

Técnica onde o cable modem ajusta o seu sinal upstream para compensar a resposta em frequência da planta. Os coeficientes revelam problemas na rede.

PTO

FTTH

Ponto de Terminação Óptico — Roseta ou tomada instalada nas instalações do cliente com adaptador SC/APC para ligação da ONT.

Q

QAM

HFC

Quadrature Amplitude Modulation — Esquema de modulação que combina amplitude e fase. Ordens mais altas (256, 1024, 4096 QAM) permitem maior taxa de dados.

QoS

Ambos

Quality of Service — Mecanismos de priorização de tráfego para garantir performance adequada a cada tipo de serviço (voz, vídeo, dados).

QR 540 / QR 860

HFC

Cabo coaxial trunk/feeder de alimentação com alma de alumínio e bainha externa. QR 540: Ø15mm, atenuação ~3.9 dB/100m a 550 MHz. QR 860: Ø22mm, ~2.8 dB/100m. Usado em rede tronco HFC.

R

Remote PHY

HFC

Arquitetura DAA onde a camada física (PHY) do CMTS é colocada no nó ótico (RPD), enquanto o MAC fica centralizado. Standard CableLabs.

Return Path

HFC

Caminho de upstream na rede HFC, do cliente para o headend, tipicamente na faixa de frequências 5-42 MHz (DOCSIS 3.0) ou 5-204 MHz (DOCSIS 3.1).

RFoG

Ambos

RF over Glass — Tecnologia que transporta sinais RF sobre fibra ótica, permitindo migração gradual de HFC para FTTH mantendo equipamentos DOCSIS.

Rogue ONT

FTTH

ONT defeituosa que transmite continuamente fora do seu timeslot, interferindo com todas as outras ONTs na mesma porta PON.

RPD

HFC

Remote PHY Device — Dispositivo no nó ótico que executa as funções PHY do CMTS na arquitetura Remote PHY.

S

SC-QAM

HFC

Single Carrier QAM — Modulação de portadora única usada no DOCSIS 3.0 (canais de 6/8 MHz). Ainda coexiste com OFDM no DOCSIS 3.1.

SC/APC

FTTH

Conector de fibra Subscriber Connector com polimento Angular Physical Contact (8°) — Cor verde. Padrão em redes FTTH em Portugal. Perda típica ≤0.25 dB. Baixa reflexão (-65 dB), ideal para sistemas WDM.

SC/UPC

FTTH

Conector de fibra Subscriber Connector com polimento Ultra Physical Contact — Cor azul. Polimento reto com reflexão -50 dB. Usado em redes de dados e switches, não recomendado para GPON com overlay RF.

SDi

FTTH

Signal Degraded indication — Alarme indicando degradação do sinal com BER elevado. A fibra está a deteriorar-se mas ainda funciona.

SFi

FTTH

Signal Fail indication — Alarme crítico indicando que o BER está abaixo do limiar aceitável. A ONT perde o serviço. Causas: fibra degradada, fusão de má qualidade, splitter com defeito.

SFP

FTTH

Small Form-factor Pluggable — Módulo transcetor ótico hot-swappable usado em OLTs e switches. Variantes: SFP (1G), SFP+ (10G), SFP28 (25G).

SFP (Small Form-factor Pluggable)

FTTH

Módulo transceiver ótico hot-pluggable para equipamento ativo. Tipos: SFP (1G), SFP+ (10G), SFP28 (25G), QSFP+ (40G), QSFP28 (100G). Parâmetros chave: velocidade, comprimento de onda e alcance.

SLA

Ambos

Service Level Agreement — Acordo de nível de serviço que define parâmetros de qualidade (uptime, latência, jitter) entre operador e cliente.

SNMP

Ambos

Simple Network Management Protocol — Protocolo standard para monitorização e gestão de equipamentos de rede. Versões: v1, v2c, v3 (com autenticação).

SNR

Ambos

Signal-to-Noise Ratio — Relação sinal-ruído em dB. Quanto maior, melhor a qualidade do sinal. Mínimo 30 dB para 256 QAM.

Splitter

FTTH

Divisor ótico passivo que divide o sinal de uma fibra para múltiplas fibras. Rácios comuns: 1:2, 1:4, 1:8, 1:16, 1:32, 1:64.

Sub-split / Mid-split / High-split

HFC

Planos de frequência DOCSIS upstream: Sub-split (5-42 MHz, padrão europeu), Mid-split (5-85 MHz), High-split (5-204 MHz, D3.1/D4.0). High-split permite velocidades upstream significativamente maiores.

SUFi

FTTH

Startup Failure indication — Alarme indicando que a ONT não consegue completar o processo de registo no OLT. Causa: SN errado, perfil incorreto.

SUFi

FTTH

Startup Failure indication — ONT não consegue completar o processo de ranging/registo na OLT. Causas: SN incorreto, perfil errado, potência ótica insuficiente para ranging.

T

T-CONT

FTTH

Transmission Container — Entidade lógica na ONT que agrupa tráfego upstream com determinada prioridade e tipo de alocação de banda (DBA).

T3/T4 Timeout

HFC

Erros de timeout DOCSIS: T3 = modem não recebe resposta do CMTS após envio; T4 = modem perde sincronização. Indicam problema de comunicação upstream.

Tap

HFC

Dispositivo passivo na rede HFC que divide o sinal do cabo de distribuição para os cabos drop dos clientes, com perdas controladas.

TFTP/HTTP

Ambos

Protocolos usados para descarregar ficheiros de configuração para cable modems (DOCSIS) e firmware updates para ONTs.

TIA-598-D

FTTH

Norma de código de cores para fibras óticas — define 12 cores standard para identificação de fibras e tubos: Azul (1), Laranja (2), Verde (3), Castanho (4), Cinzento (5), Branco (6), Vermelho (7), Preto (8), Amarelo (9), Violeta (10), Rosa (11), Aqua (12).

TIAi

FTTH

Transmission Interference Alarm — Alarme urgente indicando que uma ONT está a transmitir fora do seu slot TDMA, interferindo com outras ONTs na mesma porta PON. Também conhecido como Rogue ONT.

TR-069

Ambos

Protocolo de gestão remota de CPE (ACS ↔ ONT/Router). Permite configuração, diagnóstico e atualização remota de equipamentos do cliente.

Trunk Cable

HFC

Cabo principal de distribuição na rede coaxial HFC, com baixa perda, que transporta o sinal entre amplificadores.

V

VFL

FTTH

Visual Fault Locator — Laser vermelho visível (635nm ou 650nm) usado para identificar fibras, verificar continuidade e localizar curvaturas ou quebras. Conhecido como "caneta vermelha".

VLAN

Ambos

Virtual LAN — Segmentação lógica de rede ao nível da camada 2 (Ethernet). Em redes PON, cada serviço (internet, VoIP, IPTV) usa tipicamente uma VLAN diferente.

VoIP

Ambos

Voice over IP — Serviço de telefonia sobre rede IP. Em FTTH usa tipicamente VLAN dedicada para QoS garantido.

W

WDM

FTTH

Wavelength Division Multiplexing — Tecnologia que combina múltiplos comprimentos de onda numa única fibra para aumentar a capacidade de transmissão.

X

XG-PON

FTTH

Gigabit-capable PON de 10G — Evolução do GPON com 10 Gbps downstream e 2.5 Gbps upstream (ITU-T G.987).

XGS-PON

FTTH

Gigabit Symmetric PON de 10G — Versão simétrica com 10 Gbps em ambas as direções (ITU-T G.9807.1).

XGS-PON

FTTH

10-Gigabit-capable Symmetric PON (ITU-T G.9807.1) — Evolução do GPON com 10G simétrico. Wavelengths: 1577nm DS, 1270nm US. Coexiste com GPON via WDM no mesmo ODN. Em deploy seletivo em Portugal.

Z

ZTE C300/C600

FTTH

OLTs da ZTE para redes GPON/XGS-PON. Interface CLI estilo Cisco. Usados por vários operadores mundiais.